Imagem de um rapaz com a fisionomia de estranhamento com uma placa de

Fumantes têm maior risco de desenvolver demência

Data de publicação: 24/12/2019 08:05:00
Categoria: Saúde Mental

Por Heather Cruickshank

O tabagismo é um fator de risco para o desenvolvimento de demência, especialmente Alzheimer, sugere uma nova pesquisa. O estudo, realizado no Hospital Universitário Nacional de Seul, na Coréia do Sul, acompanhou mais de 46 mil homens e descobriu que os fumantes tinham probabilidade maior de adquirirem esse tipo de doença.

Após sete anos de observação, os dados indicaram que aqueles que não fumavam ou haviam deixado de lado o cigarro tinham 19% menos probabilidade de desenvolver demência em geral, e probabilidade 18% menor de desenvolver o Alzheimer.

Fumar afeta o cérebro a longo prazo?  
A pesquisa descobriu não apenas o quão importante é não fumar, mas como deixar o tabagismo afeta a saúde cerebral. Quando comparados aos homens que ainda fumavam, os que pararam de fumar por quatro anos ou mais tiveram 14% menos probabilidade de desenvolver demência em geral, além de serem 15% menos propensos a desenvolver a doença de Alzheimer.

O que dizem outros estudos?
Uma meta-análise de 19 estudos já havia indicado que pessoas que nunca fumaram tinham menos probabilidade de desenvolver demência do que aquelas que ainda fumavam. Outras pesquisas também relacionaram parar de fumar com a diminuição das chances de desenvolver declínio cognitivo mais tarde na vida.

Como coração,  cérebro e cigarro estão relacionados? 
Além de aumentar o risco de demência, o tabagismo está ligado a outras enfermidades como câncer pulmonares, problemas cardíacos e outras condições de saúde. E, embora mais pesquisas sejam necessárias, não é improvável que os efeitos negativos sentidos no coração tenham relação com a demência. 

O cérebro usa entre 20% e 25% do sangue bombeado pelo coração e precisa dos nutrientes contidos nele para realizar seus processos. Assim, os danos causados pelo tabagismo aos vasos sanguíneos podem interferir no fluxo sanguíneo direcionado ao cérebro, limitando a quantidade de nutrientes e oxigênio disponíveis para o cérebro.

O hábito de fumar também facilita o desenvolvimento de coágulos sanguíneos, que podem levar à demência vascular, causada por derrames. Por fim, a fumaça do cigarro pode causar estresse oxidativo e danificar o tecido cerebral.

Como ter um cérebro saudável?
Para manter o cérebro longe dos riscos causados pelo cigarro é preciso evitar a fumaça, até mesmo a de fumo passivo. Além disso, médicos e postos de saúde podem sugerir medicamentos e programas de acompanhamento para aqueles interessados em parar de fumar – tornando o desafio menos solitário. 

Outros hábitos do estilo de vida como dormir adequadamente, manter uma dieta nutritiva, socializar e manter-se ativo fisicamente e mentalmente continuam sendo importantes para evitar todos os tipos de demência.

Fonte: Healthline 

Tradutora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Redação e Designer: Comunicação SalutemPlus
Diretor técnico: Geraldo Majella

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