Uma mão segurando um laço amarelo, com os dizeres: Prevenção ao suicídio

Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio

Data de publicação: 10/09/2019 11:46:00
Categoria: Saúde Mental

O dia 10 de setembro é marcado pela luta pela vida: o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio. Mês em que campanhas como Setembro Amarelo, são dedicadas a prevenção e conscientização dessa questão que tem afetado muitos jovens em grandes cidades brasileiras. De acordo com uma pesquisa da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a taxa de ocorrências aumentou 24% entre esse público nos anos de 2006 a 2015.

O que mostra a pesquisa da Unifesp?
O estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo indica que as chances de que um adolescente do sexo masculino tire a própria vida pode ser até três vezes maior do que as de uma adolescente do sexo feminino.

Além disso, a pesquisa aponta que as cidades com maiores índices de suicídio no país são Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Salvador.

Um dos condutores da pesquisa, o professor de psiquiatria da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, Jair de Jesus Mari, acredita que a internet pode contribuir para o aumento nos casos de suicídio à medida que os usuários estão mais expostos ao ciberbullying, assim como o compartilhamento de comportamentos disfuncionais, como a divulgação de métodos de suicídio e a minimização dos perigos da anorexia, por exemplo.

O que leva ao suicídio?
Tirar a própria vida não é uma decisão tomada com base em uma causa única. Porém, sabe-se que o sofrimento mental, o abuso de drogas e doenças como a depressão estão entre as principais causas dessa atitude.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), “o enfrentamento de conflitos, desastres, violência, abusos ou perdas e um senso de isolamento estão fortemente associados com o comportamento suicida”.

Além disso, grupos que sofrem discriminação estão mais vulneráveis ao suicídio, como refugiados e migrantes; indígenas; lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LGBTI); e pessoas privadas de liberdade, afirma a OMS.

Como ajudar alguém com depressão?
Criar um espaço sem julgamentos para que a pessoa com depressão possa se expressar é um primeiro passo para que ela se sinta confortável e peça ajuda. Caso a pessoa dê sinais de sofrimento, mas não fale a respeito, sugerir a ajuda de um profissional é o melhor a fazer. O médico ou psicólogo pode diagnosticar melhor as condições dessa pessoa e oferecer um tratamento.

Conversar, ouvindo com atenção, também é uma forma de cuidado. É importante levar a sério o que as pessoas sentem e dizem, não apresentar críticas ou julgamentos, e nunca ignorar um comentário sobre suicídio. Além disso, ser otimista e encorajar o tratamento pode fazer toda a diferença.

A depressão não é o fim!
Se você pensa em se machucar, ou conhece alguém nessa situação, busque ajuda! Ligue para o Centro de Valorização da Vida, no número 141, ou procure auxílio médico. Caso alguém tente se machucar, ligue imediatamente para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e fique com a pessoa até a ajuda chegar. Você pode ajudar a salvar uma vida.

Fontes:
UOL Notícias
Jornal Estadão
Setembro Amarelo
Biblioteca Virtual em Saúde
Centro de Valorização da Vida
Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor Geral: Geraldo Majella

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