Uma mesa de madeira repleta de alimentos que fazem parte da dieta mediterrânea, com os dizeres: Dieta mediterrânea pode reduzir o risco de mortalidade

Dieta mediterrânea pode reduzir o risco de mortalidade

Data de publicação: 18/06/2019 13:07:00
Categoria: Geriatria e Longevidade

Por Gigen Mammoser

Nunca é tarde para adotar uma nova dieta saudável e ficar em dia com a nutrição. Mesmo depois dos 65 anos, a adoção da dieta mediterrânea pode reduzir as chances de morte em 25%, indica uma nova pesquisa.

Elogiada por cientistas, a dieta mediterrânea oferece muitos benefícios à saúde. A novidade, publicada no British Journal of Nutrition, é que se descobriu que esses benefícios não têm prazo de validade, e podem fazer bem a adultos de qualquer idade.

O que o estudo indica?
De acordo com a pesquisa, a dieta mediterrânea está associada a uma menor mortalidade e uma maior sobrevida em idosos – assim como na população em geral. É o que afirma a primeira autora do estudo, Marialaura Bonaccio, pesquisadora do Departamento de Epidemiologia e Prevenção, do Istituto Neurologico Mediterraneo Neuromed.

"Nós já sabíamos que a dieta mediterrânea é capaz de reduzir o risco de mortalidade na população em geral, mas não sabíamos se seria o mesmo especificamente para pessoas idosas”, disse.

A equipe de pesquisadores descobriu que aderir à dieta reduziu os riscos gerais de mortalidade em 25% na amostra de participantes idosos.

Como foi realizado o estudo?
O estudo foi conduzido com base em dados de outras pesquisas, uma que utilizou um método estatístico para avaliar a população italiana entre 2005 e 2010, e outros sete que avaliavam os efeitos da dieta mediterrânea em populações idosas.

Depois, os pesquisadores recrutaram mais de 5 mil participantes, com 65 anos ou mais, e os acompanharam por até oito anos. A avaliação incluiu a saúde geral dos pacientes, seus níveis de atividades físicas, colesterol, tabagismo, índice de massa corporal e outros fatores de risco.

Em uma classificação de pontos de adesão à dieta mediterrânea, previamente desenvolvida em outro estudo, foi avaliada a relação dos idosos com essa nutrição, indo do mais aderente ao menos aderente.

Aqueles que aderiram à dieta mediterrânea com mais vínculo tiveram melhoria na saúde cardiovascular e risco de morte reduzido.

“A dieta mediterrânea reduz o risco geral de mortalidade de maneira progressiva. Em outras palavras, quanto mais você segue a dieta mediterrânea, maior o ganho em termos de redução do risco de mortalidade ”, afirma Bonaccio.

Como funciona a dieta mediterrânea?
Frutas, legumes e grãos não refinados são os principais componentes da dieta mediterrânea. Além disso, essa dieta inclui consumo moderadamente alto de peixe e baixo consumo de carne vermelha, aves e açúcar. Já os laticínios, como leite e iogurte, têm consumo moderado, assim como o vinho tinto. A gordura mais utilizada é o azeite – que é uma gordura monoinsaturada.

“Eu sempre a recomendo e sinto que é uma das melhores dietas disponíveis, que permite carboidratos saudáveis, assim como gorduras saudáveis e proteína animal na forma de peixe e frango”, opina Kristin Kirkpatrick, nutricionista no Cleveland Clinic Wellness Institute.

Para Kirkpatrick, a única observação a respeito da dieta mediterrânea é que idosos podem necessitar de mais proteína do que ela oferece, principalmente para a preservação da massa muscular.

Mais que alimentação: um estilo de vida
Tanto Kirkpatrick e Bonaccio frisam que a dieta mediterrânea vai além das mudanças na alimentação. O estilo de vida do mediterrâneo tem um papel importante na longevidade. Compartilhar as refeições e as diferentes maneiras de combinar os alimentos – como comer macarrão com legumes –, também devem ser levados em consideração.

“Para aderir à dieta, basta começar a ter mais cor na sua alimentação. Isso significa adicionar muito mais frutas e legumes. Isso é fundamental. Então troque algumas opções de salgadinhos por nozes e azeitonas e, finalmente, dê um tempo para a carne vermelha e consuma peixes e aves magras sem pele”, recomenda Kirkpatrick.

Fonte:
Healthline
Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor Geral: Geraldo Majella

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