O sedentarismo pode ser tão letal quanto o ato de fumar?

Data de publicação: 30/07/2019 18:21:00
Categoria: Dicas de Saúde

Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que o sedentarismo pode causar mais danos à saúde que o cigarro. O artigo publicado em outubro de 2018 aponta que o risco de morte entre pessoas que não se exercitam é maior que entre aquelas com doenças crônicas e tabagistas.

“Estar inapto para exercícios em uma esteira ou em um teste ergométrico tem um pior prognóstico, considerando até mesmo o risco de morte, do que ser hipertenso, diabético ou fumante”, avalia o doutor Wael Jaber, co-autor do estudo.

Os 122,007 pacientes examinados pelos pesquisadores da Cleveland Clinic, entre 1991 e 2014, foram avaliados em esteiras, e os dados coletados foram analisados considerando outras doenças já existentes no histórico de cada paciente. Os resultados revelaram que aqueles que não se saíram bem nos testes tinham mais chances de morrer que aqueles que conviviam com doenças como diabetes, hipertensão ou tabagismo.

Enquanto isso, aqueles que se saíram melhor nos testes cardiorrespiratórios tinham as menores taxas de mortalidade, refutando mitos de que o excesso de atividade física é prejudicial à saúde. Quanto melhores os resultados, mais provável é a qualidade de vida e a longevidade.

O que dizem estudos anteriores?
Em 2012, uma outra pesquisa realizada nos Estados Unidos já apontava o sedentarismo como uma condição tão perigosa quanto o tabagismo, associando o primeiro a 5,3 milhões de mortes no mundo, em 2008, e o segundo a 5 milhões.

Porém, apesar de destacar a importância da prática de atividades físicas para a saúde, o estudo foi contestado por especialistas. Alguns alegam que os números de mortes relacionadas ao sedentarismo são menores, enquanto outros aceitam a estimativa, porém advertem que o número de fumantes é menor que o de sedentários, apontando para a maior letalidade do cigarro.

Como deixar o sedentarismo?
Além de ser mais perigoso para a saúde que as doenças crônicas como a diabetes e a hipertensão, o sedentarismo pode ser a causa delas. Cerca de 150 minutos de exercícios físicos moderados semanais são o suficiente para deixar de lado o estilo de vida pouco ativo.

Caminhadas, ciclismo, yoga, dança e outras atividades físicas são opções prazerosas para aqueles que não se sentem bem em academias. O importante é movimentar-se, seja indo ao trabalho a pé, subindo escadas ou preparando-se para maratonas. Esse esforço pode afastar doenças como a diabetes, a hipertensão, a obesidade, a osteoporose e até mesmo o câncer.

É preciso deixar o cigarro!
Atenção! Os riscos do sedentarismo não diminuem os efeitos devastadores do cigarro. Ainda que a prática de atividades físicas seja importante, parar de fumar é essencial para a prevenção de doenças e diminuir os riscos de morte. 

Fator de risco para cerca de 50 doenças diferentes, o tabagismo foi associado à morte de 156.216 pessoas no Brasil, em um estudo de 2015. O mesmo relatório relaciona o mau hábito de fumar à ocorrência de mais de um milhão de doenças no país. A adoção de novos hábitos como realizar exercícios físicos, substituir o cigarro por lanches saudáveis e beber água são estratégias contra o vício.

Saiba como parar de fumar

Fontes
CNN
JAMA Network
Time
MinhaVida
BBC
Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor técnico: Geraldo Majella


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